sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Cosquinha nas Cócegas


Cosquinha fala das relações criadas nos dias de hoje, da família moderna onde cada vez mais os pais se separam e casam de novo tendo filhos de diferentes pais. Qual o papel da criança no meio desta nova família.? Como se sente uma criança tendo que conviver com outra na mesma casa ,ás vezes no mesmo quarto como se fossem irmãs? Qual é o nome dado a crianças filhos de pai e mães distintos e que são obrigadas a viver como uma família? Cosquinha também trata da relação das crianças com o mundo adulto. Qual o sonho de toda criança? Poder passar um dia em casa, sem os pais e fazer tudo que ela quiser. Luísa e Amanda não são amigas, nem irmãs. São filhas uma de uma mãe , outra de um pai que se casaram novamente .Durante um fim de semana (de 15 em 15 dias) são obrigadas a morar na mesma casa e dividir o quarto como irmãs. Elas são completamente diferentes. Amanda é o estilo princesinha. Meio tímida, mimada e com muitos medos. Luísa por sua vez é expansiva, tem um jeito moleque, engraçado e sempre acaba convencendo Amanda a participar das sua brincadeiras criativas.
Amanda está passando o dia na casa de Luísa e a estória começa quando a mãe de Luisa e o pai de Amanda depois de fazerem compras, esquecem no carro a sacola com as carnes. Confiando nas meninas, eles dizem que vão descer e voltam em cinco minutinhos . O que significa "cinco minutinhos" na cabeça das crianças... o infinito. O tempo suficiente para elas realizarem todos os seu sonhos, como por exemplo, mexer no armário da mãe, usar suas roupas, maquiagens, sapatos. Mexerem na geladeira, comerem o que quiserem e conversar os assuntos mais íntimos, que muitas vezes as crianças não falam na frente dos adultos. Elas subvertem as leis, e os valores ensinados pelo pai e ao mesmo tempo questionam e se aprofundam nesta nova relação de amigas -irmãs. Cosquinha fala do papel da crianças no mundo contemporâneo com mundo humor e sutileza assim como na peça mãe, Cócegas.
Vejam um pouco do trabalho das duas:

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Heloísa Perissé e Ingrid Guimarães trazem 'Cócegas' de volta ao Recife

 

Peça traz esquetes de humor das duas atrizes e já foi vista por 2,5 milhões de pessoas nas principais capitais do BrasilA peça "Cócegas", que já foi vista por 2,5 milhões de pessoas, será exibida novamente no Recife nos dias 9 e 10 de abril, no Teatro da UFPE. Estrelado por Ingrid Guimarães e Heloísa Perissé, o espetáculo mostra nove esquetes com personagens e textos criados pelas duas. Elas interpretam mulheres do cotidiano - professora de ginástica tagarela, modelo anoréxica, mulher-cachorra, evangélica, adolescente, encalhada...


Já são quase dez anos de estrada, circulando pela maioria das capitais brasileiras e com duas apresentações em Portugal. A ideia surgiu nos bastidores de um show da dupla e chama atenção por ter mais diretores do atores em cena. É que a peça é conduzida por cinco diretores habituados ao universo do humor: Aloísio de Abreu, Sura Berditchevsky, Luiz Carlos Tourinho, Marcelo Saback - cada um com dois esquetes - e o diretor de TV Régis Faria, que assina os vídeos e uma das esquetes.


O humor mostrado em Cócegas não pretende ser apelativo, e sim mostrar uma visão crítica, provocando questionamentos. Ingrid e Heloísa se alternam para incorporar os personagens e o ponto alto do espetáculo são os dois quadros que fazem junta. As cenas de improviso com a plateia também costumam provocar muitas risadas.


A montagem já rendeu um livro de melhores momentos, um DVD e o espetáculo infantil "Cosquinha". Entre os prémios faturados, estão o Shell de Teatro e o Qualidade Brasil. Os figurinos são de Kalma Murtinho e os cenários, de Clívia Cohen. A iluminação está a cargo de Aurélio de Simoni
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Festival de teatro de bonecos reúne companhias da Europa, América Latina e do Brasil

Um cortejo do grupo mineiro Giramundo, com 25 bonecos, marcará a abertura do projeto Sesi Bonecos, um dos maiores festivais de teatro de animação do mundo, que será realizado entre os dias 17 e 21 deste mês na capital paulista e reúne companhias da Europa, América Latina e do Brasil. Além da apresentação, o Giramundo aproveita o evento para fazer uma exposição comemorativa dos 40 anos de existência, com seus 120 bonecos mais importantes. Entre os mais de mil marionetes, o grupo selecionou heróis e vilões que marcaram suas criações.
De acordo com a idealizadora do Sesi Bonecos, Lina Rosa Vieira, o projeto foi criado em 2004 com o objetivo de envolver multidões diante de uma cultura sofisticada, que dá acesso ao teatro de bonecos com suas diferentes técnicas e conceitos. “Esse espetáculo mostra que bonecos não são coisas só para as crianças e não são só uma manifestação folclórica, podendo ser muito sofisticados”. Segundo ela, quando eventos como esse conseguem reunir até 30 mil pessoas tanto a autoestima da plateia quanto a do artista é resgatada, por conta da democracia cultural e na dedicação em fazer um evento de qualidade.
Lina disse que um destaque dessa edição é a possibilidade de o público poder trocar de papel, passando a ser boneco e bonequeiro por meio das atividades oferecidas. “Os participantes poderão entrar na cenografia, que é viva e propõe jogos teatrais com a plateia. Também pode interagir com a tenda dos mestres tradicionais mamulengueiros. “Esses mamulengos interagem com a plateia e  trocam de papel porque fazem parte do jogo cênico”.
No evento haverá uma casa fotográfica com palco e fios para que as pessoas se amarrem nesses fios e tenham a vivência de um boneco que gostariam de ser. “Nós fazemos uma sessão fotográfica, entregamos uma cópia para a pessoa na hora e disponibilizamos cópias na internet, tudo de graça”.
Durante os cinco dias de espetáculos, que serão realizados no Parque do Ibirapuera e no Teatro do Sesi,também serão promovidas oficinas e exposições. Participam dos desfiles artistas de companhias internacionais como a de Victor Antonov (Rússia), que trará o Circo en Los Hilos - uma obra de diferentes números de circo realizados com a técnica dos fios. Antonov é tido como um mestre das marionetes não apenas na Rússia, mas em toda a Europa. Outros grupos que chamam a atenção são a Companhia Hugo e Inês,que encena Cuentos Pequeños captando momentos poéticos do dia a dia, e La Santa Rodilla (O Santo Joelho), que apresentará  a obra Manologías. As duas são do Peru.
Ainda na grade internacional estão Jordi Bertran (Espanha), Girovago & Rondella (Itália), Hugo e Ines/La Santa Rodilla (Peru) e ViajeInmóvil (Chile). Entre as companhias brasileiras estão XPTO (São Paulo), Trip Teatro de Animação (Santa Catarina) e Duas Companhias (Pernambuco).
Entre as brasileiras estão também o Duas Companhias, que vem de Recife para apresentar Caetana, uma forma poética de denominar a morte. Na peça, uma rezadeira se vê diante da morte e encontra algumas almas anteriormente encomendadas por ela. Três grupos virão do Rio Grande do Sul. O Mosaico Cultural encena osCorsários Inversos, a Cia Gente Falante com o Circo Minimal, e a Caixa do Elefante, com Histórias da Carrocinha.
Há também o ateliê ao vivo dos Mestres Mamulengueiros, cultura popular originária do Nordeste. O mamulengo vai ganhar vida com os ensinamentos dos mestres Chico Simões, Tonho de Pombos, Zé de Vina, Waldeck de Garanhuns e Josivan, que se dividirão em oficinas montadas na Tenda dos Mestres. O público poderá ver de perto como se confecciona e manuseia os bonecos.
No sábado, o festival será encerrado com um show do grupo Pequeno Cidadão, formado pelos músicos Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra, Antônio Pinto e Taciana Barros, que tocam músicas para crianças.
Todos os espetáculos têm classificação livre, com exceção dos também brasileiros O Teatrinho de Dom Cristóvão, com o XPTO, e O Incrível Ladrão de Calcinhas, com o Trip Teatro de Animação. O diretor do grupo XPTO, Oswaldo Gabrieli, contou que desde o início do projeto os bonecos do XPTO fazem parte do evento. Este ano o espetáculo de luvas será para os adultos com a obra de Federico Garcia Lorca, na qual Don Cristobal é um velho rabugento que precisa de dinheiro para se casar com uma moça muito mais nova. “Essa é a única peça de Garcia Lorca feita para bonecos. É uma peça bem popular, simples, curta, de segundas intenções nas palavras e ao mesmo tempo muito poética”. Participam da peça cinco artistas, sendo dois músicos, dois atores com os bonecos e um ator “de verdade”.
Gabrieli explicou que o teatro de bonecos surgiu há quase 300 anos com uma função social. Apresentado nas praças públicas para os adultos, discutia temas contra a monarquia, a política atual. “Eles faziam um trabalho muito forte de luta política por meio do teatro de bonecos. Às vezes, a polícia chegava e destruía o teatrinho”.
Depois de passar por São Paulo, o evento vai para o Rio de Janeiro. Todas as atividades são gratuitas.

Jovens carentes levam teatro para a Ladeira dos Tabajaras

 

No dia 21 de agosto (domingo), cerca de 100 jovens da Ladeira dos Tabajaras, no Leme, Rio de Janeiro, vão se apresentar para a comunidade na quadra da Escola de Samba Vila Rica com o espetáculo ”A vida é uma Comédia”, baseado em textos do Luís Fernando Veríssimo. Além da interpretação, os jovens são os responsáveis por toda a produção do espetáculo, passando pelo figurino, cenário, maquiagem, até pela sonorização e iluminação.
Essa é uma iniciativa do projeto cultural Passageiro do Futuro que capacita jovens carentes para o mercado de trabalho através das artes cênicas. Segundo a idealizadora e coordenadora do projeto, essa esquete é um laboratório para o espetáculo final que será apresentado em vários pontos da cidade em novembro e dezembro deste ano.
Mais sobre o Projeto Passageiro do Futuro -Formar mão de obra qualificada para o mercado de trabalho através da capacitação técnica de jovens nas artes cênicas é a principal proposta do projeto Passageiro do Futuro. Desenvolvido desde 2001 o projeto já formou cerca de mil jovens das comunidades de Rio das Pedras, Vila Kennedy, Água Santa, Vila Aliança, Bangu, Del Castilho e Andaraí. Em sua 16ª edição, este ano o projeto está sendo realizado na comunidade da Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana, com o patrocínio do Banco Votorantim e da Shell Brasil.
A cada edição do projeto cerca de 100 jovens, entre 15 e 21 anos, frequentam oficinas de sonorização, iluminação, maquiagem, figurino, cenografia, expressão corporal e interpretação. Além disso, participam de dinâmicas de grupo, assistem palestras sobre temas do cotidiano, recebem atendimento individual com assistente social e têm seus rendimentos escolares monitorados.
Seus responsáveis também são envolvidos no projeto e participam de reuniões com os representantes das escolas atendidas, com o objetivo de discutir de que forma os ensinamentos adquiridos no projeto estão repercutindo no comportamento desses jovens em casa e na escola, melhorando assim, seus resultados nos estudos e reduzindo a evasão escolar. A comunidade atendida também é favorecida pelo projeto, com realizações de atividades e festividades locais, como apresentação de esquetes dos jovens aberta ao público, realização de festa junina e aniversários, por exemplo.
O processo criativo do Passageiro do Futuro tem duração de 10 meses e é dividido em três etapas. A primeira é dedicada às oficinas e às visitas guiadas aos principais pontos culturais da cidade, como o Theatro Municipal, Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC), Museu Histórico Nacional (MHN), Paço Imperial, entre outros. A segunda etapa é dedicada à criação, produção e ensaio de um espetáculo teatral. Já a última etapa é a montagem e a circulação do espetáculo itinerante, que preza a vivência profissional e a formação de novas plateias, que sem esta oportunidade, não teriam acesso ao teatro e seus bastidores. Os jovens são os responsáveis por todas as etapas do processo, são remunerados com uma bolsa salário e trabalham como artistas e técnicos, confeccionando os figurinos, construindo os cenários, cuidando da sonoplastia e encenando os personagens. O espetáculo circula por toda a cidade com entrada franca em teatros, praças, lonas culturais e escolas da rede pública. Durante esses 10 anos, o Passageiro do Futuro já apresentou 15 espetáculos com cerca de 60 mil espectadores.
De acordo com atriz e produtora cultural, Juliana Teixeira, idealizadora e coordenadora do projeto, uma pesquisa promovida pelo Passageiro do Futuro nestes dez anos registra que a maioria dos participantes teve ganho de leitura e escrita, usaram o aprendizado em benefício da comunidade, passaram a ter conhecimento de instituições culturais e de artes plásticas, passaram a frequentar bibliotecas e a ter esperanças num emprego fora da comunidade. “Fico feliz em ver os frutos que colhemos nesses anos de projeto. Temos vários exemplos de jovens que passaram pelo Passageiro e estão no mercado de trabalho em diversos segmentos. Continuamos com a meta de encaminhar aproximadamente 20% dos alunos, para o mercado. O próprio projeto absorve essa mão de obra com a contratação de ex-alunos para serem monitores das sete disciplinas cênicas”, comenta Juliana.
Jamile Regina, de 22 anos, que foi aluna do projeto em 2008 é um desses exemplos mencionado por Juliana. Hoje, ela trabalha como microfonista e técnica de som e já participou de produções de Miguel Falabella e do musical Hair. Outro destaque de sucesso é Josué da Silva, de 19 anos, morador de Vila Kennedy, que foi encaminhado pelo Passageiro do Futuro para estágio na empresa Nova Lite, onde permanece até hoje como funcionário e já trabalhou na turnê de um show do Lulu Santos.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Ator Paulo Autran é declarado patrono do teatro brasileiro

O ator Paulo Autran foi declarado patrono do teatro brasileiro. O título, aprovado pelo Congresso Nacional em junho, foi oficializado na edição de hoje do Diário Oficial da União, em lei assinada pela presidente Dilma Rousseff.
Conhecido como 'senhor dos palcos', Autran começou a carreira no teatro no fim da década de 40. Depois de atuar em montagens amadoras, estreou profissionalmente em Um Deus Dormiu lá em Casa, dirigida por Adolfo Celi, no Teatro Brasileiro de Comédia.
Depois do sucesso da estreia e incentivado pela atriz Tônia Carreiro, Autran decidiu largar a advocacia e se dedicar às artes. Ator de teatro, cinema e televisão, ele se dedicou principalmente aos palcos. Ao longo da carreira, fez 90 peças, entre elas clássicos como Rei Lear, de William Shakespeare, Édipo Rei, de Sófocles, e A Vida de Galileu, de Bertold Brecht.
No cinema e na televisão, Autran também é reconhecido por atuações marcantes, como em Terra em Transe, de Glauber Rocha, lançado em 1967. Na TV, é lembrado principalmente pelas participações na novela Guerra dos Sexos, em que contracenava com Fernanda Montenegro, e pelo vilão Bruno Baldaraci, em Pai Herói.
Em 2006, o ator foi diagnosticado com câncer de pulmão. Morreu em 2007, aos 85 anos. O título de patrono tem valor simbólico, e não implica benefício material ao homenageado ou a seus sucessores.